A paixão pela pesca desportiva

Lembram-se do tema do 1º blog ser a busca, por vezes, utópica da felicidade? Hoje vou-vos falar sobre algo que me ajuda a libertar o stress sempre que posso: a pesca desportiva.

A pesca é uma das formais mais antigas de caça e enquanto profissão e trabalho é algo que sempre foi muito importante ao longo dos tempos, pois sempre permitiu ao Homem alimentar-se e alimentar os outros. Hoje em dia, há várias restrições no que concerne à pesca porque é importante conciliar o consumo de peixe com a preservação das espécies, mas falar-vos-ei destas questões noutra altura. Neste post pretendo explicar o que despoletou o meu interesse pela pesca desportiva.

Mar dos Açores

Foi numa visita aos Açores, ilha de são Miguel para ser mais preciso, que fiquei encantando… bem, com tudo. A hospitalidade dos habitantes, as belezas naturais que estão dispersas por toda a ilha – um autêntico paraíso terrestre. Foi também lá que pratiquei pela primeira vez pesca desportiva. Estava com uns amigos que já estavam inseridos no mundo “piscícola”, e então, ao marcarmos a viagem todos eles já tinham pesquisado sobre como fazer um passeio marítimo na costa da Ilha de São Miguel.

Sempre imaginei que fosse algo banal, mas foi realmente uma coisa que me fascinou. Antes de mais, deixo-vos aqui o link do local onde experimentei pela 1º vez a pesca desportiva. Fomos muito bem atendidos e sempre que voltamos a São Miguel vamos lá. Posso até dizer que anualmente fazemos uma visita aos nossos amigos.

Se pensarmos bem, exercer a profissão de pescador não é fácil. A agitação marítima pode tornar o trabalho difícil e perigoso, porém isto é diferente. É algo que não faço todos os dias e então sempre que faço sinto uma enorme libertação por andar no mar. O mar é das coisas mais enigmáticas que possuímos, a sua imensidão, a sua profundidade, o barulho das ondas… tudo nele me fascina e inquieta.

E aliar o prazer de “andar” no mar à descoberta das espécies que nele habitam é a simbiose perfeita. Ah…quase me esquecia. Desta última vez que visitamos os nossos amigos em Miguel optamos por um pack que nos permitia ver o pôr-do-sol no mar. Não vos consigo descrever a beleza do momento. Deixo-vos aqui o link do pack que nós escolhemos e se quiserem também podem ver as fotos para perceberem melhor a minha admiração.

Quem me dera nunca ter feito pesca desportiva, para ter novamente a sensação que tive na primeira vez que experimentei.

Saber bem viver

5-soluções-para-5-dificuldades-do-escritor.jpgEstá feito. A partir de aqui o meu centro nervoso comandará os meus dedos para deambularem sobre o teclado. Quero partilhar convosco os meus desabafos, as minhas rotinas, os meus medos, mas sobretudo partilhar o que me faz feliz, e o porquê. Não sou feliz porque sim. Nada existe sem uma causa, e eu tenho as minhas.

Nem só a nascença e a morte nos tornam iguais. Para além destes dois, há muito mais a unir-nos. Todos somos ser pensantes (uns mais que outros) e certamente que há pensamentos que nos conectarão.

Para procedermos esta espécie de simbiose digital, nada melhor que saberem quem vos escreve, e porquê. Catalogaram-me como Manuel Gonzalez, estou a tirar uma licenciatura em Psicologia, faz amanhã dois anos que atingi a maioridade e sou feliz comigo, com os outros e com a vida. – Os 3 vértices fundamentais para “saber bem viver”. Não se cria um blog sem clichés, portanto, se lerem alguns não se admirem. Os clichés existem, e são tão reais como eu.

Estou a atravessar uma fase mais boémia da minha vida, mas penso que tudo é saudável, se for feito com moderação. Sempre fui muito acarinhado pelos meus pais, e ter conseguido convencê-los a deixarem-me vir estudar para fora foi uma luta, mas está a valer a pena.

Sairmos da nossa zona de conforto traz-nos aprendizagens inexplicáveis. Eu saí da minha e estou a adorar…quase tudo. Uma das coisas que me está a custar, é ter de ativar o modo “dono do lar”. É esse modo que também me vai tirar tempo para escrever mais vezes. Agora que comecei, não vou querer outra coisa. Mas como digo, tudo deve ser feito com moderação… até a escrita. Caso contrário cansa. Vêm? Se calhar até tenho razão.

Nada se obtém sem esforços, e eu estou a fazer os meus. Não tenho a minha mãe para me acordar, não tenho a minha mãe para me preparar o pequeno-almoço, nem o almoço, nem o lanche nem o jantar… Não tenho a minha mãe para me preparar a roupa, para a lavar, para a passar a ferro. Mas sabem o que tenho? Um outro eu que desconhecia.

E o melhor desta experiência está a ser isso, conhecer-me melhor para reconhecer o valor dos outros. Neste caso reconheci o da minha mãe. Não deveria de ser preciso este tipo de situação para reconhecer o valor de alguém tão importante para mim, mas quando nos habituamos a algo o seu valor vai baixando com o passar do tempo e às vezes precisamos de mudanças repentinas para reconhecer valores que as pessoas tinham, nós é que ficávamos “cegos”.

Hoje deixo-vos uma recomendação: esta série inquieta-me. Sei o que sou, mas até que ponto é que posso ajudar e ser mais prestável para os outros? 13 Reasons Why tem mexido bastante comigo, e aconselho-vos a ver. Hoje fico por aqui.

Em breve terão notícias minhas, onde explicarei o meu sentido sobre a expressão PAN PAN VINO VINO. See you!